exausta deito na cama e fecho os olhos.
passam imagens no fundo escuro, flashes dos dias, dois... três... quatro atrás
exausta suspiro, abro os olhos,
a luminária acima da minha cabeça me cega.
passo um tempo assim, olhando a luz, cega, que produz imagens manchadas. borrões.
foram meus dias atrás, dois... três... quatro
circunspectos, cínicos, afogados, ofegantes
nódoas de tempo corrido, misto de cheio e vazio...
de alegre e triste, almas acessíveis e trancadas.
exausta me deixo embrigar de luz
sorrio
vou dormir.
sábado, 28 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
rimas bacanérrimas sacaninhas
me deixe em paz que eu não quero mais sofrer
venha de coração e sem dizer não eu vou ceder
porque eu sou fraca mesmo e feita de querer
então é só insistir dizer o que quero ouvir e vai (me)ter
o que mete medo vai embora mais cedo e deixa viver
porque eu quero mais é ... ... ... .... viver
se você já nem sabe mais o que fazer
o problema é seu só seu e eu quero mais é que vá se...
venha de coração e sem dizer não eu vou ceder
porque eu sou fraca mesmo e feita de querer
então é só insistir dizer o que quero ouvir e vai (me)ter
o que mete medo vai embora mais cedo e deixa viver
porque eu quero mais é ... ... ... .... viver
se você já nem sabe mais o que fazer
o problema é seu só seu e eu quero mais é que vá se...
tinto seco
mancha a boca e exige a garrafa de água ao lado da cama para sanar a sede da noite
sede pós alcool
sede tola
antes fora antídoto de felicidade, sorriso rubro
gargalhadas e palavras confusas
carinhos desmedidos
empurrados pela sede de antes, de corações atrelados por... nada
sede pré alcool
sede ansiada
mas... o que é de matar é de fazer viver!
sede pós alcool
sede tola
antes fora antídoto de felicidade, sorriso rubro
gargalhadas e palavras confusas
carinhos desmedidos
empurrados pela sede de antes, de corações atrelados por... nada
sede pré alcool
sede ansiada
mas... o que é de matar é de fazer viver!
sábado, 7 de março de 2009
trecho 2 - da saudade
abri o livro na página que dizia: "Eu conheço diversas formas de definir saudades. Há pessoas que afirmam: saudade é um bichinho que rói, outras dizem que ela mata a gente. O meu amigo Glênio Peres, por exemplo, em uma belíssima composição de sua autoria, diz que a saudade é saudade mesmo. Eu já digo de forma diferente: saudade é vontade de ver de novo."
"Saudade é vontade de ver de novo", agora eu plagio. vontade de ver e de mais tantos quantos forem os verbos que combinarem com a dobradinha: vontade de novo.
simples assim!
para não ficar orfã a citação: o livro, Foi Assim, é uma coletânea de crônicas do Lupicínio Rodrigues contando as histórias das suas músicas, como define o editor.
"Saudade é vontade de ver de novo", agora eu plagio. vontade de ver e de mais tantos quantos forem os verbos que combinarem com a dobradinha: vontade de novo.
simples assim!
para não ficar orfã a citação: o livro, Foi Assim, é uma coletânea de crônicas do Lupicínio Rodrigues contando as histórias das suas músicas, como define o editor.
terça-feira, 3 de março de 2009
silhueta
sugestiva essa silhueta.
sugestiva de pensamentos ansiosos, ávidos -
querem tocar, mas é delicada e furtiva - já foi.
indecisa silhueta.
oscilando com o vento, tempo...
influenciada pela lua, nua, foi.
silhueta imprecisa.
redundante.
insana, deslumbrada,
docilmente ofuscante,
amante.
é sinuosa tal silhueta
de curvos traços, reticências tantas
... iluminada
vista turva provoca silhueta
e o resto é alegoria.
sugestiva de pensamentos ansiosos, ávidos -
querem tocar, mas é delicada e furtiva - já foi.
indecisa silhueta.
oscilando com o vento, tempo...
influenciada pela lua, nua, foi.
redundante.
insana, deslumbrada,
docilmente ofuscante,
amante.
é sinuosa tal silhueta
de curvos traços, reticências tantas
... iluminada
vista turva provoca silhueta
e o resto é alegoria.
(fotografia: eu mesma)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
sem uma gota de passiflora
três da manhã e meu corpo já não resiste à luta contra o frio e a vontade, natural, de... fazer xixi. me levanto, derrotada... um cobertor no alto do armário e um pulo ao banheiro tateando, tentando manter os olhos cerrados, embriagados de sono.
pronto. confortável agora.
três e cinco e os olhos estão pregados, o cobertor tem um abraço quente, mas a cabeça começa a se inquietar, pensamentos querendo saltitar, dar mãos às idéias e acordar todos à volta! querem papel, me empurram palavras e imagens, palavras e imagens, palavras, insistentes. preguiça de levantar. – é brabo, não vai escrever? depois sumimos, e aí?! – ta gostoso aqui. eles não param, peço que se aquietem, em vão, insisto... não me ouvem. – está escuro ainda, não vale à pena, vamos dormir...
nada...
o pé agora se sacode compassado. corpo vira pra lá, vira pra cá enroscando os lençóis. cabeça e pé acordados, todo o resto implora para que sosseguem.
um olhar de canto para a luz do dia nascendo na fresta da cortina. desespero. na peleja por uma horinha de sono e sonhos bons, enfio a cabeça debaixo do travesseiro abafando a luz lá de fora, resoluta.
respiro, medito. – por favor. quase imploro: aquietem-se. (será que com as novas regras isso continua a ser escrito assim?)
não funciona... seis e quarenta.
levanto, corpo sonolento, a procura da caderneta azul que me ampara nas noites insones. não acho o lápis, dormindo está, com certeza... vamos, companheiro acorde. vamos me ajude.
é gostoso esse barulhinho de lápis no papel...
mas agora o dia passa arrastado, horas lentas, olhos fundos e longe...
é preciso renovar o estoque das gotinhas.
pronto. confortável agora.
três e cinco e os olhos estão pregados, o cobertor tem um abraço quente, mas a cabeça começa a se inquietar, pensamentos querendo saltitar, dar mãos às idéias e acordar todos à volta! querem papel, me empurram palavras e imagens, palavras e imagens, palavras, insistentes. preguiça de levantar. – é brabo, não vai escrever? depois sumimos, e aí?! – ta gostoso aqui. eles não param, peço que se aquietem, em vão, insisto... não me ouvem. – está escuro ainda, não vale à pena, vamos dormir...
nada...
o pé agora se sacode compassado. corpo vira pra lá, vira pra cá enroscando os lençóis. cabeça e pé acordados, todo o resto implora para que sosseguem.
um olhar de canto para a luz do dia nascendo na fresta da cortina. desespero. na peleja por uma horinha de sono e sonhos bons, enfio a cabeça debaixo do travesseiro abafando a luz lá de fora, resoluta.
respiro, medito. – por favor. quase imploro: aquietem-se. (será que com as novas regras isso continua a ser escrito assim?)
não funciona... seis e quarenta.
levanto, corpo sonolento, a procura da caderneta azul que me ampara nas noites insones. não acho o lápis, dormindo está, com certeza... vamos, companheiro acorde. vamos me ajude.
é gostoso esse barulhinho de lápis no papel...
mas agora o dia passa arrastado, horas lentas, olhos fundos e longe...
é preciso renovar o estoque das gotinhas.
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