"enfim indagou: então por que você fez o que fez?
demorei um pouco para responder, mas então as palavras simplesmente saíram. - é a vontade da alma. disse. - não se pode coagir a alma."
... da autobiografia de uma muçulmana que resolveu desafiar o islã.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
fantasia?
vejo e toco ao mesmo tempo...
sinto o cheiro,
mas é tudo fruto da minha imaginação...
ou será recordação?
sinto o cheiro,
mas é tudo fruto da minha imaginação...
ou será recordação?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
incidental /ou no elevador 2
ela já estava, encostada a um dos cantos. ele, meia-idade, entrou - olhar de cachaça, sorriso curto constante.
ele: - tá um cheiro bom! - a olhando nos olhos. - o que é isso?! - olhar de curioso, tentando encontrar nela a origem do tal perfume que ele sentia.
ela confusa: cheiro?! que cheiro? não sei... não to usando nada...
ele se aproxima antes de sair apressado: uhm! o seu cheiro é bom!
ele: - tá um cheiro bom! - a olhando nos olhos. - o que é isso?! - olhar de curioso, tentando encontrar nela a origem do tal perfume que ele sentia.
ela confusa: cheiro?! que cheiro? não sei... não to usando nada...
ele se aproxima antes de sair apressado: uhm! o seu cheiro é bom!
terça-feira, 14 de abril de 2009
traços
todas as noites derrubo a garrafa com água que coloco no chão ao lado da cama.
sempre que bebo vinho deixo cair uma taça ou pelo menos parte dela...
meus pés, mesmo muito pequenos, tropeçam sozinhos em coisas que encontram pelo caminho...
a maçaneta do meu quarto tem como principal alvo meus braços que ganham manchas roxas invariavelmente...
meus sentimentos... esses são tão estabanados quanto todo meu resto
sempre que bebo vinho deixo cair uma taça ou pelo menos parte dela...
meus pés, mesmo muito pequenos, tropeçam sozinhos em coisas que encontram pelo caminho...
a maçaneta do meu quarto tem como principal alvo meus braços que ganham manchas roxas invariavelmente...
meus sentimentos... esses são tão estabanados quanto todo meu resto
sábado, 4 de abril de 2009
trecho 4
da que sou fã maior - hilda hilst
"Que te demores, que me persigas
Como alguns perseguem tulipas
Para prover o esquecimento de si.
Que te demores
Cobrindo-me de sumos e de tintas
Na minha noite de fomes.
Reflete-me. Sou teu destino e poente.
Dorme."
"Que te demores, que me persigas
Como alguns perseguem tulipas
Para prover o esquecimento de si.
Que te demores
Cobrindo-me de sumos e de tintas
Na minha noite de fomes.
Reflete-me. Sou teu destino e poente.
Dorme."
sexta-feira, 3 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
momento
pintou as unhas dos pés de vermelho. não era um hábito e passou a andar insegura. mesmo duvidosa de que seria confortável para si mesma (e confortável aqui quero dizer adequado ao seu caráter), insistiu - amarrou a sandália amarela no tornozelo, e com a bolsa a tiracolo trancou a porta de fora. esperou impaciente, como sempre, o elevador. entrou. sua intenção era chegar à garagem no subsolo e ao contrário ele foi acionado no décimo andar. franziu a testa chateada - está aí uma coisa desagradável. esperou. o rapaz que abriu a porta no décimo entrou com um boa noite entre lábios, tristonho, e não a olhou nos olhos. ela o observou por uns instantes; aquele olhar abatido buscando nas paredes do cúbiculo onde se fixar. parece que o chão é o lugar mais seguro nesses momentos, ele não queria contato. ela continuou o observando curiosa e percebeu que os olhos dele pararam em seus pés, e que agora daqueles lábios serrados se abria um sorriso. unhas vermelhas - ela lembrou e desviou o rosto envergonhada. um até logo de despedida quando ele desceu no térreo e dessa vez de cabeça erguida e bochechas mais coradas, ela respondeu contagiada e a porta se fechou, no espelho a menina era brilho.
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